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2 de jan de 2009

Sobre superficialidade

Ver uma maçã pela primeira vez, sem tocá-la, sem saber como se originam as maçãs, sem conhecer seu gosto, contemplando-a em sua integridade de objeto, isto é, sem jamais tê-la visto cortada, pode gerar a tentação de se dizer: eu sei o que é uma maçã!

Mostra-se a mesma maçã descascada e picada a este que supôs conhecê-la, e ele já não saberá dizer o que é. Leve-o a provar seu gosto de olhos vendados, ainda não saberá do que se trata. Isso porque não pôde fazer relações que lhe permitissem unir os diferentes estímulos recebidos, atribuindo-os a um só objeto, a maçã. Por esse motivo, um único objeto, de acordo com o exemplo, são três.

Conhecendo somente o aspecto de sua superfície, qualquer descrição ou julgamento que se faça sobre essa fruta serão imprecisos e com pouca consistência para se responder à seguinte pergunta: o que é uma maçã?

Se for considerada, entretanto, outra pergunta: qual é o aspecto visual de uma maçã? – a resposta dada por tal observador poderá ser digna de mais crédito.

A palavra “superfície”, conforme sua etimologia, significa “face superior”, ou seja, face aparente. Como no caso da maçã, nada que seja conhecido somente por sua aparência, portanto de maneira superficial, permite a formulação de um julgamento conclusivo a seu respeito.

Ao se dissertar sobre um tema, seja por escrito ou não, é prudente considerar o exemplo proposto. Quanto mais houver sido estudado a respeito do tema, maiores as possibilidades de se emitirem conclusões mais coerentes com a realidade, seguindo a linha de uma dissertação argumentativa. Do contrário, o melhor a ser feito é partir para uma dissertação descritiva, agindo como o observador que formula uma resposta para a pergunta sobre o aspecto visual de uma maçã, o que lhe permite escrever com certeza sobre o que vê ou apreende, sem se posicionar no discurso como alguém que pretensamente domina com profundidade o tema, sendo capaz de emitir julgamentos conclusivos e categóricos. Adotar essa postura evitará conclusões generalistas e incoerentes.

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