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21 de jul de 2011

Simbolismo

SIMBOLISMO



- Teoria das Correspondências

- Swedenborg / Charles Baudelaire

- Unidade entre Matéria e Espírito



CORRESPONDÊNCIAS



A Natureza é um templo onde vivos pilares

Deixam filtrar não raro insólitos enredos;

O homem o cruza em meio a um bosque de

[segredos

Que ali espreitam com seus olhos familiares"



- Mundo Fenomênico - Símbolo

- Interpretação dos Símbolos

- Inconsciente

- Subjetivismo

- Música: a mais abstrata das artes

- Culto ao Vago e Misterioso

- Poeta: Ser Sensível e Inspirado


ALBATROZ


Às vezes, por prazer, os homens de equipagem

Pegam um albatroz, enorme ave marinha,

Que segue, companheiro indolente de viagem,

O navio que sobre os abismos caminha.



Mal o põem no convés por sobre as pranchas rasas,

Esse senhor do azul, sem jeito e envergonhado,

Deixa doridamente as grandes e alvas asas

Como remos cair e arrastar-se a seu lado.



Que sem graça é o viajor alado sem seu nimbo!

Ave tão bela, como está cômica e feia!

Um o irrita chegando ao seu bico em cachimbo,

Outro põe-se a imitar o enfermo que coxeia!



O poeta é semelhante ao príncipe da altura

Que busca a tempestade e ri da flecha no ar;

Exilado no chão, em meio à corja impura,

As asas de gigante impedem-no de andar.


- Charles Baudelaire – Flores do Mal


O ASSINALADO


Tu és o Louco da imortal loucura,

o louco da loucura mais suprema.

A terra é sempre a tua negra algema,

prende-te nela a extrema Desventura.



Mas essa mesma algema de amargura,

Mas essa mesma Desventura extrema

faz que tu'alma suplicando gema

e rebente em estrelas de ternura.



Tu és o Poeta, o grande Assinalado

Que povoas o mundo despovoado,

De belezas eternas, pouco a pouco.



Na Natureza prodigiosa e rica

Toda a audácia dos nervos justifica

Os teus espasmos imortais de louco!

- Cruz e Sousa



Poesia: Expressão dos Mistérios da Existência Humana


Dados Históricos



- 1893 – “Missal” e “Broquéis”, C.S.

- Belle Époque / Decadentismo – FR.

- Brasil – 1ª República

- Psicanálise - Freud

- Mallarmé



Temas:



- Descrição: Momentos (Subjetividade)

- Descrição: Tonalidades / Sensações

- Ambientes Oníricos



Forma:



- Versos (Melopeia)

- Musicalidade / Sugestão

- Aliterações

- Assonâncias

- Sinestesias

- Substantivos e Adjetivos Abstratos

- Palavras utilizadas em sentido Absoluto

- Uso do “Maiúsculo Alegorizante”

- Vocabulário Litúrgico


VIOLÕES QUE CHORAM



Vozes veladas, veludosas vozes,

Volúpias dos violões, vozes veladas,

Vagam nos velhos vórtices velozes

Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
(...)


Autores:



- Cruz e Sousa (1861-1898)

- Alphonsus de Guimarães (1870-1921)

- Augusto dos Anjos (1884-1914) ?




O GRANDE MOMENTO

Inicia-te, enfim, Alma imprevista,

Entra no seio dos Iniciados.

Esperam-te de luz maravilhados

Os Dons que vão te consagrar Artista.



Toda uma Esfera te deslumbra a vista,

Os ativos sentidos requintados.

Céus e mais céus e céus transfigurados

Abrem-te as portas da imortal Conquista.



Eis o grande Momento prodigioso

Para entrares sereno e majestoso

Num mundo estranho d'esplendor sidéreo.



Borboleta de sol, surge da lesma...

Oh! vai, entra na posse de ti mesma,

Quebra os selos augustos do Mistério!

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QUIZ: POR QUE OU POR QUÊ?

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