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29 de out de 2016

MODELO ESTILO ENEM: CRIANÇA E ADOLESCENTE

MODELO ESTILO ENEM: CRIANÇA E ADOLESCENTE

Um presente para o futuro 
       
        Jorge Amado, em sua renomada obra “Capitães de Areia”, retratou o complexo universo de crianças e adolescentes obrigados a viver em abandono nas ruas de Salvador.  Presos ao determinismo de sua condição, esses jovens protagonizam enredos de violência e criminalidade, os quais jamais deveriam fazer parte da vida de alguém, quanto mais de meninos e meninas que poderiam ter um futuro tão diferente. Não fosse um espelho de uma realidade ainda tão comum no Brasil, o romance do autor baiano, embora escrito há quase meio século, não seria tão terrivelmente perturbador.
        Se, no entanto, o drama da juventude perdida já é há tanto tempo conhecido no país, é no mínimo razoável perguntarmo-nos por que ele ainda não foi resolvido. A ausência de políticas públicas implementadas com esse fim certamente deve estar entre as respostas que procuramos. Entender o problema da criança e do adolescente como um problema familiar e não simplesmente de segurança pública também é algo a ser considerado.
        Não fosse o bastante, a situação desses jovens ainda se agrava mais por sua condição de vulnerabilidade social, uma vez que são incapazes de ter voz própria, diferentemente de outros segmentos da população aptos a organizar-se e mobilizar-se para garantia e conquista de direitos. Sendo assim, precisam de intermediários que promovam uma interlocução com a sociedade e com o Estado e, em seu nome, esforcem-se pelo menos para que o Estatuto da Criança e do Adolescente seja  amplamente divulgado e aplicado pelas instituições voltadas ao atendimento destes que também são cidadãos.

        Em vista disso, professores, assistentes sociais, conselheiros tutelares e profissionais ligados às varas da infância e da juventude, mais conscientes, portanto, da situação das crianças e adolescentes, possuem obrigação moral de pressionar o poder executivo e judiciário para que o ECA seja respeitado. A mídia, em um diálogo saudável com a sociedade, também deve colocar em pauta a divulgação do conteúdo desse estatuto, principalmente nas campanhas em que costumeiramente levanta-se a bandeira da justiça social e do respeito à infância.

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