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PROPOSTAS E MODELOS - ENEM 2016

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25 de out de 2016

MODELO ENEM – TEMA: LIBERDADE DE PENSAMENTO E CRENÇA



PARADIGMA ENEM – TEMA: LIBERDADE DE PENSAMENTO E CRENÇA



Contra cegueiras e fogueiras



        Igrejas cristãs das mais variadas denominações, sinagogas, mesquitas, terreiros e centros espíritas: não são poucos os elementos que compõem o mosaico da fé no Brasil. Desde 1889, com a proclamação da República e a disseminação do conceito de Estado laico, não somente os adeptos dessas como também de outras religiões têm assegurados seus direitos de consciência, crença e culto. Entretanto, mesmo com um artigo da Constituição que legitime essas liberdades, o preconceito e a intolerância religiosa ainda são uma realidade a ser superada, principalmente no que concerne aos cultos afro-brasileiros e à cultura negra de um modo geral.

        Certamente esse fenômeno possui uma causa a ser compreendida e combatida, a qual remonta a história do Brasil nos períodos da colônia e do império, quando o Catolicismo era a religião oficial de todos os brasileiros. Naquela época, escravos africanos e seus descendentes, a fim de praticar sua fé ancestral, viram-se obrigados a dissimulá-la ou escondê-la, tornando-a símbolo de resistência e de identidade. Nasciam, assim, religiões como o Candomblé e a Umbanda, cujos ritos rapidamente foram associados a cultos demoníacos. Desse modo, já se fortaleciam as raízes de um preconceito que tem atravessado séculos.

        Contudo, com a adoção dos ideais democráticos no país, assentados sobre as ideias iluministas de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, uma nova realidade nos campos da consciência e da crença tornou-se possível. Apesar disso, no entanto, o preconceito não foi erradicado; pelo contrário, graças ao discurso de ódio de alguns religiosos, ações vestiram-se de ousadia e violência. Saldo final da ignorância: templos vandalizados, pessoas agredidas – tudo em nome da fé, como na Idade Média.

        Portanto, seria leviano desconsiderar que ações devem ser tomadas para coibir e precaver práticas de discriminação tanto ideológica quanto religiosa. Leis para isso já existem, porém precisam ser aprimoradas e levadas a efeito. Na área da educação, é preciso preparar professores para ministrar aulas sobre cultura, religião e diversidade, de modo a atender um currículo escolar que dialogue com as demandas reais da sociedade. Do ponto de vista legal, deve haver campanhas que informem a população sobre seus direitos e sobre como agir caso estes sejam violados. Com a devida precaução, a fé que remove montanhas não será a mesma que, por conta de cegueira, lança também a precipícios e fogueiras. 

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