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PROPOSTAS E MODELOS - ENEM 2016

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29 de out de 2016

PROPOSTA ESTILO ENEM: GÊNERO MASCULINO



Tema: A Identidade do Homem.

Leia os textos de apoio

TEXTO 1

Homem não chora. Homem não sente dor. Homem é forte. Desde criança, os homens se habituaram a acreditar nessas célebres frases ditas pela sociedade. E pelos próprios pais.
Muitos levam essa teoria tão a sério que se sentem verdadeiros super-homens. Acima do bem e do mal, e da própria saúde. Esse é um dos principais motivos culturais que fazem com que os homens fujam dos médicos como o diabo da cruz. Outro, menos heroico, é que eles sentem medo. Medo de que os doutores de branco descubram alguma doença adormecida nesses corpos de “aço”.
Mário Paranhos, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo, diz que “não ir ao médico dá segurança psicológica. Mas a realidade é outra”. De fato, a realidade é bem diferente. Pesquisas do Ministério da Saúde mostram que, do total de pessoas entre 20 e 59 anos que morrem no país, 68% são do sexo masculino. E mais, de acordo com o IBGE, os homens vivem, em média, sete anos a menos do que as mulheres.
(...)
Os médicos que cuidam do sexo masculino acreditam que campanhas promovidas pela Política Nacional de Saúde do Homem são fundamentais para a saúde desse segmento da sociedade, já que, culturalmente, o homem não é educado para se cuidar. Ao contrário das mulheres, que desde a adolescência são levadas pela mãe ao ginecologista, os meninos, depois que passam da fase de ir ao pediatra, só vão ao médico quando estão doentes.
É o caso do publicitário Guilherme Gouveia, 48 anos. Há cinco anos ele começou a sentir tonturas e cansaço cada vez que fazia um esforço simples, como subir escadas. Meses depois, ele decidiu procurar um cardiologista, que lhe pediu uma bateria de exames. Todos negativos.
Mais uns meses se passaram, e Guilherme teve uma infecção urinária. Entre os exames pedidos, um hemograma revelou que ele estava com uma espécie rara de leucemia e que precisaria urgentemente de um transplante de medula. Passou um mês no hospital recebendo quimioterapia.
- Agora estou sendo obrigado a ir ao médico, tomei um susto. No início, ia uma vez por mês, agora, uma vez por ano.
Para Clineu Almada Filho, geriatra da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), “o ideal é que o pediatra fosse automaticamente substituído por um hebiatra (especialista em adolescente), um clínico geral ou um urologista, para que o jovem possa receber as mesmas orientações que as meninas recebem”. José Carlos Almeida concorda.
Adaptado de reportagem veiculada em: http://noticias.r7.com/saude/noticias/homens-nao-vao-ao-medico-e-morrem-mais-cedo-que-as-mulheres-20091004.html

TEXTO 2

Hoje aqui, oiando pra vancê meu pai,
Tô me alembrando quanto tempo faz
Que pela primeira vez na vida, eu chorei.
Não foi quando nasci pru que sei que vim berrando...
E disso ninguém se alembra, não.
Foi quando um dia eu caí...levei um trupicão,
Eu era criança. Me esfolei, a perna me doeu,
Quis chora, oiei pra vancê, que esperança.
Vancê não correu pra do chão me alevanta.

Só me oiô e me falô:
- Que isso, rapaz ? Alevanta já daí...
HOMI NÃO CHORA.

- Rolando Boldrin

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Com base na leitura dos textos motivadores de cada tema e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema “Ser Homem no Brasil do séc. XXI”. 
-          Desenvolva seu texto em prosa, atribuindo-lhe um título.
-          Sua dissertação deverá ter entre 10 e 15 linhas.
-          Não utilize os exemplos específicos dos textos de apoio.

EXPECTATIVA DE DESENVOLVIMENTO DO TEMA

Espera-se que o aluno escreva sobre o processo de construção da identidade masculina, o qual determina culturalmente e psicologicamente o papel do homem na sociedade atual. Ao desenvolver o tema, devem-se considerar quais seriam as causas e consequências desse discurso de gênero, que permeia as relações sociais e intrapessoais do homem, afetando o modo como ele age com pessoas do sexo oposto, com pessoas do mesmo sexo e consigo mesmo.
Abordar a questão da violência doméstica e contra a mulher, a mortalidade de jovens do sexo masculino e os problemas de saúde desencadeados por atitudes estimuladas pelo conceito do que é “ser homem” é uma boa estratégia para discorrer-se sobre o tema.

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QUIZ: POR QUE OU POR QUÊ?

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