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PROPOSTAS E MODELOS PARA ENEM

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8 de fev de 2017

PROPOSTAS 1 - 2017



TEMA 1: APROPRIAÇÃO CULTURAL 


Leia os textos a seguir a fim de atender à proposta.

TEXTO I –





http://extra.globo.com/noticias/rio/candomble-francesa-gisele-cossard-mae-de-santo-omindarewa-abandonou-tudo-para-viver-para-religiao-10393225.html

TEXTO II

Anitta decidiu inovar e mudou o visual mais uma vez e apareceu usando dreadlocks na gravação do programa especial de Natal do Altas horas, que aconteceu na tarde desta terça-feira (13), nos estúdios da Globo em São Paulo. Alguns internautas, no entanto, não curtiram o novo look da cantora e reclamaram nas redes sociais, acusando Anitta de apropriação cultural.

http://www.uai.com.br/app/noticia/mexerico/2016/12/14/noticias-mexerico,198789/anitta-muda-visual-de-novo-e-aparece-com-dreads.shtml

TEXTO III –

 Apropriação cultural é a adoção de alguns elementos específicos de uma cultura por um grupo cultural diferente.
Ela descreve aculturação ou assimilação, mas pode implicar uma visão negativa em relação a aculturação de uma cultura minoritária por uma cultura dominante.

Disponível em: http://www.geledes.org.br/tag/apropriacao-cultural/#ixzz4G1V9vYeO>.

TEXTO IV –

 (…) Por muito tempo o turbante foi visto de forma pejorativa como “coisa de macumbeiro”. Todo esse contexto faz com que um negro, ao usar um turbante hoje, use-o não apenas como um item estético, mas também como um símbolo de resistência, afirmação e orgulho da ancestralidade.

(…) O poeta negro B. Easy publicou em sua conta no Twitter a frase: A cultura negra é popular, pessoas negras não são. A apropriação cultural esquece as práticas rituais e torna invisíveis as lutas desses povos. Pessoas começam a usar roupas e acessórios sem saber seus significados e origens. Ou seja, dá margem para que elementos de uma cultura sejam banalizados, estereotipados ou simplesmente reduzidos a “exóticos”.

(…) Atualmente os questionamentos de apropriação cultural são intrinsecamente relacionados ao consumo cultural. Passado o período colonial, o século 20 foi marcado pela produção em massa dos bens de consumo. Surge um mercado consumidor ávido por novidades. A identidade de um indivíduo (quem sou e quem quero ser) começa a ser cada vez mais mediada pelo consumo das produções culturais. 

Disponível em: . Acesso em 31/07/2016

PROPOSTA 1

Produza uma CARTA PESSOAL endereçada a um amigo ou amiga na qual você disserte sobre o tema dos textos. Justifique-a, explicando que foi motivado(a) pelo caso ocorrido com a cantora Anitta (texto II).
Posicione-se sobre o tema e utilize argumentos que o validem.
Seu texto deverá respeitar a estrutura completa de carta, sendo escrito entre 10 e 16 linhas – sem contar a estrutura.

Assine como Amigo ou Amiga.

PROPOSTA 2

Em nome da Anitta (ver texto II), como sua Assessoria de Imprensa, redija uma CARTA ABERTA ao público da cantora. Em seu texto apresente um posicionamento que você acredite adequado em relação às críticas sofridas pela artista. Leve em consideração o tema geral da coletânea.
Seu texto deverá respeitar a estrutura completa de carta, sendo escrito entre 10 e 16 linhas – sem contar a estrutura.

PROPOSTA 3

Extraia o tema geral da coletânea e produza um ARTIGO DE OPINIÃO.
Seu texto deverá possuir entre 18 e 30 linhas.

PROPOSTA 4

(Estilo Enem)


A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “APROPRIAÇÃO CULTURAL NO BRASIL”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Seu texto deverá ter entre 20 e 30 linhas.




Um comentário:

Leonardo Cassanho Forster disse...

ACHEI ESSE ARTIGO DE OPINIÃO NA INTERNET. ELE APRESENTA UMA PERSPECTIVA BEM INTERESSANTE PARA SE REFLETIR. ESTÁ ADAPTADO:


A mentira da apropriação cultural

Eu pretendo fazer deste texto uma conclusão sem grandes desenvolvimentos, porque acredito que – neste instante – não é necessário fazer longas introduções teóricas (como se isso fosse possível numa coluna, como essa) pra demonstrar um ponto bem simples: a apropriação cultural, como é dita na internet, não existe.

O que existe é consumo no capitalismo tardio. O que existe é a indústria cultural.


É interessante pensar que o conceito de apropriação cultural é antigo. Por exemplo, considera-se há tempos como apropriação cultural a introdução da cultura grega no império romano, após a conquista; considera-se apropriação cultural o numeral arábico no ocidente (aliás, você sabia que Bhaskara era indiano?), assim como a tradução e posterior desenvolvimento da filosofia aristotélica pelos árabes no início da Idade Média.

No entanto, a dita pós-modernidade é uma época de invenção, não é mesmo? Segundo a atual militância da internet, a apropriação cultural seria o ato de grupos dominantes se apropriarem de símbolos de luta de grupos oprimidos e retirar toda sua substância, os transformando em meras mercadorias. O que eu estou dizendo é que, no capitalismo tardio, eles já são mercadorias.

Ou você acha que come feijoada porque é um símbolo de luta do povo negro? Não, você come feijoada porque alguém (seja você ou não) compra os ingredientes e cozinha. E por que você se interessa pela feijoada? Pode ter certeza que você se interessa pela feijoada muito mais por ser uma comida habitual do que por qualquer significado transcendental. Você não come feijoada, você consome feijoada. E se você não entendeu meu foco na feijoada, entenda:

Postagem de Facebook sobre apropriação cultural
Apropriação cultural na feijoada?
Talvez um outro caso famoso seja o do turbante: a foto abaixo ficou famosa por suscitar longas discussões sobre as origens do turbante e o erro em transformá-lo em objeto de moda.

Mas há um problema, as longas discussões em blogs (pois foi só na superfície dos blogs – no mundo da internet, no discurso próprio da internet – que essa discussão teve vida) sobre as origens do turbante não levam em consideração que este elemento sempre foi utilizado pelos povos do oriente médio, para além da África, o que já prova a multiplicidade de significados que um mesmo objeto material pode conter em diferentes locais ao longo do tempo.

Muito além disso, o que essas discussões esquecem (caso um dia tenham levado em conta) é que o significado de uma prática não se dá nas origens, mas na prática presente. Você não busca a origem de uma palavra para entender seu significado, você observa seu uso ordinário. A indústria cultural já sugou toda essência de qualquer símbolo fora das delimitações europeias. Tudo é mercadoria. E não se engane, você é consumidor. Ninguém é especial.

Apropriação cultural em propaganda da Arezzo.
A famosa campanha da Arezzo, recheada de apropriação cultural.
É claro que se o significado se dá conforme a prática ordinária, não necessariamente as coisas perdem sua transcendência automaticamente. É necessário praticar essa mercadorização dos objetos. Mas tem como alguém, no seio do neoliberalismo, sair por aí dizendo que comer feijoada é apropriação cultural? É possível haver algum ser iluminado que, de repente, não é parte da sociedade consumista atual?

O real significado do conceito internético de apropriação cultural no capitalismo tardio é de exclusividade de consumo.


ADAPTADO DO SITE COLUNAS TORTAS

QUIZ: POR QUE OU POR QUÊ?

Havendo dificuldade em visualizar o quiz, clique no link abaixo: